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Autoestima, amor próprio e uma posição crítica no mundo.

  • Foto do escritor: Anna R.F.Kopper
    Anna R.F.Kopper
  • 4 de abr. de 2023
  • 2 min de leitura

Aquela sensação e certeza íntima de que somos suficientes e que temos valor não é uma coisa inata, ou seja, depende da mediação e da construção de laços que temos no decorrer da nossa vida, desde pequeninos e durante toda nossa trajetória.


Por sermos em relação, a noção popular de autoestima e amor próprio não é algo que deveria ser considerado em termos de autossuficiência e de construção individual.


Vai, sim, ser uma construção pessoal, mas nunca desarticulada do contexto e das mediações -positivas e/ou depreciativas- com as quais com-vivemos.


Por sermos em relação, não há como pensar autoestima ou o amor próprio descolados da nossa relação com as pessoas e com as coisas.


Somos sempre a partir das nossas vivências, experiências e da marca que deixamos no mundo e que o mundo deixa em nós.


Para construirmos uma relação mais saudável com nossa estima, temos que pensar além da auto-imagem.


A proposta deste texto é expor seis itens que podem ser considerados na construção de uma autoestima saudável.


*Viver conscientemente, ou seja, ter atitude crítica frente a nós e ao mundo. Envolve nos apropriarmos do que sustenta nossas ações, propósitos, valores e objetivos e agirmos de forma coerente com isso. O que tenho chamado de autoconhecimento.


*Auto aceitação, ou seja, reduzir as autocríticas destrutivas e negativas frente a nós mesmos, adotando uma atitude de afirmar nossas características e qualidades, aceitando-as e, se necessário, trabalhando para diminuir as que são nocivas.


*Autorresponsabilidade, que implica assumir a responsabilidade pelas minhas ações e a realização dos meus objetivos, pela minha vida e meu bem-estar. Implica escolher, ativamente, como reagimos aos atos de injustiça e que,dl diante das barreiras e doa desafios, temos a capacidade de inventar e nos apropriar de nossa vida. Para além do que as outras pessoas esperam de nós.


*Auto afirmação, que envolve a disposição de se posicionar em favor de si mesmo, de ser quem sou abertamente, de me tratar com respeito em todos os encontros humanos. Partir da premissa de que o que eu penso e no que acredito tem valor, e deve ser exposto e respeitado, mesmo que a outra pessoa discorde.


*Praticar a integridade pessoal, que perpassa todos os pontos expostos anteriormente, e vai construindo, aos poucos, a sensação de que estou sendo coerente entre o que eu entendo do mundo e a forma como eu me movimento no mundo. É uma prática, não é só um ato cognitivo, de pensamento.


*Viver com propósito, que implica em assumirmos conscientemente a responsabilidade de criar objetivos, identificar as ações necessárias para alcança-los, garantir que o comportamento está alinhado com nossos objetivos e prestar atenção ao resultado de nossas ações, se elas estão nos conduzindo aonde queremos ir.


Estes pilares foram propostos por Nathaniel Branden, e estão no livro "tudo sobre o amor" da Bell Hooks, e achei interessante para pensar a construção de uma vida mais leve e mais consciente.




 
 
 

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